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Receita de Gajar Halwa (Docinhos de cenoura)

Receita de Gajar Halwa (Docinhos de cenoura)
Eu tenho muito interesse em assuntos relacionados à Índia... desde menina é assim... com uns 14 anos, fiquei sabendo por meio de um cartaz em uma livraria, que aconteceria na minha cidade uma palestra com um monge indiano, combinei com uma amiga, pegamos o ônibus e fomos para a tal palestra, sem dúvida éramos as duas pessoas mais jovens de todo auditório, me lembro como se fosse hoje, o monge, já de certa idade, usava uma vestimenta típica, tinha uma barba branca bem comprida e falava calmamente... aquele foi uma dia que me marcou profundamente. 
De lá pra cá meu interesse só cresceu, confesso que gostaria muito de praticar ioga com regularidade, ou ainda frequentar as tantas atividades que vejo que acontecem... mas nem sempre consigo.
Sabendo de todo esse meu interesse, meu marido me presenteou com um livro chamado Arqueologias Culinárias da Índia, escrito por Fernanda de Camargo-Moro.
O livro é incrível, nos conta de forma interessantíssima um pouco da história e dos costumes da Índia por meio de receitas encantadoras! 
A receita do post de hoje é justamente uma adaptação de uma receita desse livro. 
São deliciosos doces de cenoura, um doce típico indiano, chamado Gajar Halwa. Originalmente ele é servido em taças, ainda quente, ou já frio, cortado em forma de diamante salpicado com pistaches e amêndoas.
A receita que eu passo aqui, leva exatamente os ingredientes apresentados no livro, a mudança que eu fiz foi apenas no preparo. Na hora do cozimento cheguei em um ponto que eu conseguisse enrolar e colocar em forminhas para serem servidos como docinhos  de festas.
Além disso, usei castanhas de caju para enrolar. A combinação ficou ótima!
No vídeo mostro o passo-a-passo do preparo!
Ingredientes:
500 gr de cenoura ralada
360 ml de leite
150 gr de açúcar
100 gr de ghee
½ colher de chá de sementes de cardamomo
Castanha de caju socada para enrolar

Modo de fazer:
Rale a cenoura, refogue-a em uma panela de fundo grosso com metade da manteiga. Junte o leite, o cardamomo, o açúcar e a outra metade da manteiga. Mexa lentamente a mistura em fogo médio até dar o ponto, formando uma massa homogênea e cremosa.
Despeje em uma travessa e espere esfriar. Enrole os docinhos e passe na castanha de caju triturada.

Livros: Dona Benta - Comer Bem

Dona Benta, é personagem marcante dos livros de Monteiro Lobato. A senhora sabida e apaixonada por livros é a avó da Narizinho e do Pedrinho e dona do Sítio do Pica Pau Amarelo, palco das grandes aventuras vividas por toda a turma do sítio!
Livro Dona Benta: Comer bem
Essa avó tão querida em todos os cantos do Brasil, foi quem deu credibilidade a um livro que sem dúvida é um clássico da literatura culinária (soa estranho mas essa expressão existe!!), "Dona Benta - Comer Bem", editado pela primeira vez em 1940, está presente na casa de muitos brasileiros e faz parte da nossa memória afetiva.
Eu comprei o meu exemplar há alguns anos, me lembro do primeiro dia dele aqui em casa, eu estava tão empolgada, que no mesmo dia preparei mais de cinco receitas em uma tacada só: Fiz um lombo com abacaxi, salada caesar, biscoitinhos de amêndoa, torta de maçã e torta de ameixas. Todas as receitas ficaram perfeitas! A turma aqui em casa adorou! :)
Me lembro também da ocasião do aniversário de 90 anos do meu avô paterno, usei uma deliciosa receita de marzipã para rechear os bombons que eu preparei!
Atualmente o livro já alcançou a 77o. edição e reune mais de 1.500 receitas (de todos os tipos e para todos os gostos), além de cardápios, informações sobre utensílios e eletrodomésticos e dicas de cozimento e congelamento. É o tipo de livro que me faz esquecer de tudo e perder a hora.
Navegando pela internet, encontrei à venda na livraria Saraiva a nova edição, que pela primeira vez é toda colorida! Com esse cupom de desconto Saraiva, é possível conseguir um ótimo desconto na compra, e você pode aproveitar para dar uma olhadinha em outros livros que eu já indiquei aqui no blog, como o "Açúcar" do Gilberto Freire e "Uma Casa na Campina", livro da coleção da Laura Ingalls que me inspirou a fazer uma deliciosa torta de abóbora!

7 Livros Raros de Receitas para Download Gratuito

E mais uma vez, navegando pela internet me surpreendi com a riqueza que podemos encontrar! Desta vez foram vários livros de receitas, datados a partir do século XVII e disponíveis para download gratuito.
Livros Impressos
Já baixei todos! E até imprimi e encadernei dois deles!
A responsável por me proporcionar tamanha alegria, é a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, órgão da Universidade de São Paulo (USP), criado em 2005, quando a família de José Mindlin doou para a universidade todo o acervo, composto por 32,2 mil títulos, do bibliógrafo e de sua esposa, Guita.

Entre os livros de receita que eu encontrei estão:

Livro Arte de Cozinha
Arte de Cozinha

Autor: Rodrigues, Domingos, 1637-1719
Local de Publicação: Rio de Janeiro : Tipografia de J. J. Barroso
Ano de Publicação: 1838
Descrição Física: 248 p.

Resumo extraído do site: O mais conhecido, e considerado o primeiro tratado de cozinha publicado em Portugal, é o de Domingos Rodrigues (1637-1719), A arte da cozinha, que saiu em 1680. Domingos Rodrigues dizia ter 29 anos de fogão, e uma infinidade de banquetes devorados pelos convivas da mesa real portuguesa, quando publicou um pequeno volume dedicado às artes da cozinha. "Todas as coisas que ensino experimentei por minha própria mão e as mais delas inventei por minha habilidade", escreveu no prólogo. O cozinheiro real teria começado a exercer o ofício cedo, ainda sob o reinado de D. João IV, o primeiro soberano da dinastia dos Bragança. Alcançou a graça de Sua majestade D. Pedro II, "o pacífico", trabalhando duro e "com asseio e limpeza". A história de Arte de cozinha é curiosa. Conhecido como o primeiro livro de cozinha de Portugal, o volume escrito por Domingos Rodrigues teve três edições durante a vida do autor. A primeira em 1680, a segunda em 1683 e finalmente, a última, em 1698. Outras viriam ao longo do século XVIII, em 1732, em 1741, em 1758, 1765 e 1794. Um verdadeiro sucesso editorial num país em que, no período, publicar um livro não era fácil ou tão comum. No tempo de Domingos Rodrigues – isto é, no final do século XVII –, percebemos que a utilização do açafrão, do açúcar e das mais variadas especiarias e pimentas é um dos elementos que demonstra o poderio econômico do império português, que podia mandar vir dos lugares mais distantes do globo alimentos que custavam fortunas. Desta maneira, o livro de Domingos Rodrigues nos dá uma pista tanto do que significava a cozinha do rei como do que se comia nos jantares reais portugueses. O livro é, portanto, ao mesmo tempo, um reflexo da vida cotidiana e um lugar de encontro dos costumes através dos séculos. O livro sofria modificações a cada nova edição, tendo sido acrescidas ou suprimidas diferentes receitas. 

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Livro Cozinheiro ImperialCozinheiro Imperial
Autor: R. C. M.
Local de Publicação: Rio de Janeiro : Laemmert & Cia
Ano de Publicação: 1887
Descrição Física: 455 p.

Resumo extraído do site: O COZINHEIRO IMPERIAL OU A NOVA ARTE DA COZINHA foi publicado pela primeira vez nos anos 1840 pela Livraria Universal de Eduardo e Henrique Laemmert. O livro foi um sucesso editorial, tanto que, no pequeno mercado brasileiro do século XIX, em cerca de 20 anos, teve 10 edições. Essa é a décima edição, datada de 1887. O autor não assina o livro e coloca apenas suas iniciais, R.C.M., nas páginas iniciais. Em 1887, o livro foi complementado por uma emenda modernizada de Constança Oliva de Lima. Na época, não era exatamente de bom tom um homem aventurar-se pelo mundo das panelas e caçarolas. É provavelmente por tal razão que o livro deve ter permanecido anônimo. Mas R.C.M. não era apenas um gourmet de quitutes especiais, mas também um gourmet de livros. Isso mesmo. O livro O cozinheiro imperial é uma compilação praticamente completa dos dois outros livros portugueses clássicos de cozinha, a Arte de Cozinha, de Domingos Rodrigues, publicado em 1680, e o Cozinheiro Moderno ou a Nova arte de cozinha, de Lucas Rigaud, cozinheiro de D. Maria I, editado um século depois.O mais interessante, no caso deste livro, é pensarmos nas razões de se editar um volume no Brasil com o título cozinheiro imperial”. Nação jovem, com apenas cerca de 20 anos de idade, e com um monarca ainda em formação, o Brasil dos anos 1840 precisava afirmar-se como império. Nada melhor do que tomar "emprestado" maneiras e modos das cortes européias, ou melhor, de Portugal, para a corte de uma jovem nação. Seríamos, desta maneira, na visão de R.C.M., mais comprometidos com o projeto de um império se nos comportássemos exatamente como um; como aquele que nos deu origem, ou seja, Portugal. Por esta razão estão elencadas as receitas com produtos que não se encontravam no Brasil da época, como alcaparras ou couves-de-bruxelas. O consumo exótico destes produtos nos validaria como um "império" ou como uma corte que sabia "como se comportar" no complexo jogo das nações.

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Livro Cozinheiro NacionalCozinheiro Nacional
Local de Publicação: Rio de janeiro : Livraria Garnier
Ano de Publicação: [entre 1860 e 1870]
Descrição Física: 498 p. : il.

Resumo extraído do site: Algumas décadas depois da publicação de O cozinheiro imperial foi editada pela Livraria Garnier O cozinheiro nacional. Além de anônimo, sua data de edição ainda é incerta e, por informações contidas dentro da obra, podemos situá-la entre os anos 1860/1870. A conjuntura nacional era outra. O império estava fortalecido. O romantismo dava o tom à literatura nacional e a defesa dos ingredientes nacionais tornou-se uma bandeira para o autor deste novo livro de receita. Desta forma, são valorizados ingredientes como a mandioca, o palmito, a abóbora, as bananas, os amendoins, os tatus, cobras e tartarugas nacionais. O livro contrapõe-se claramente ao seu antecessor. “Não iremos copiar servilmente os livros de cozinha que pululão nas livrarias estrangeiras, dando-lhes apenas o cunho nacional, pela linguagem em que escrevemos, nem tão pouco capeando a nossa obra com um rótulo falso[...]”, alerta o escritor.

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Livro Doceiro Nacional
Doceiro Nacional
Local de Publicação: Rio de Janeiro : B. L. Garnier
Ano de Publicação: 1895
Descrição Física: 339 p. : il., estampas

Resumo extraído do site: Na esteira do sucesso editorial de O cozinheiro imperial e O cozinheiro nacional, a Garnier publica no final do século XIX O doceiro nacional, que cai no gosto do público, sendo esta a quarta edição. Com uma compilação de receitas doces, mas muito doces mesmo, o gosto pelo açúcar, herdado dos portugueses, revela-se em sua plenitude. Ingredientes nacionais também são usados em profusão, como as geléias de jabuticaba ou o doce de caju e de pitanga. Muitas vezes, percebe-se claramente a herança dos antigos manuais da época moderna de como se fazer xaropes e cuidar da saúde, principalmente no caso da utilização específica do açúcar, que foi, por muitos séculos, considerado um remédio. Por isso aparecem receitas de xaropes como o de agrião, o de baunilha, de café ou de caju.

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O Cozinheiro dos Cozinheiros
Livro O Cozinheiro dos CozinheirosAno de Publicação: 1905
Descrição Física: 797 p. : il., 47 gravs., inclui índice
Local de Publicação: Lisboa : P. Plantier-Editor

Resumo extraído do site: Esta edição de O COZINHEIRO DOS COZINHEIROS é uma reimpressão de um dos maiores sucessos da Plantier em Portugal. O volume compila receitas de escritores e pessoas conceituadas em Portugal no início do século XX e inclui quitutes preparados por Alexandre Dumas, pai e filho, Saint Simon ou o Visconde de Belacanfor. As receitas são uma mistura de ingredientes e pratos de diversas regiões européias com a culinária típica portuguesa. Dentre as receitas francesas destacam-se clássicos do século XIX como o pombo com ervilhas, o court-buillon de frutos de mar, a enguia grelhada, as omeletes de vários tipos. Do lado português, caldeiradas, ensopados, sopas ou as rabanadas, chamadas pelo seu nome francês, pain perdu, ou em português, pães perdidos.

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O Livro das Noivas de Receitas e Conselhos DomésticosO Livro das Noivas de Receitas e Conselhos Domésticos
Autor: Almeida, Júlia Lopes de, 1862-1934
Local de Publicação: São Paulo : Castorino Mendes Editor
Ano de Publicação: 1929
Descrição Física: 170 p. : il.


Resumo extraído do site: Neste volume de 1929, a jornalista carioca Julia Valentina da Silveira Lopes de Almeida ensina às jovens donzelas casadoiras ou mocinhas recém-casadas as artes de cuidarem do marido. Em tom professoral, diversas dicas de como cuidar da casa são arroladas ao lado de receitas apetitosas e modernas para a época, como a do Club sandwich e o Pudding dos recém-casados. Júlia foi uma escritora prolífica e forte defensora dos direitos da mulher, ainda que nos dias de hoje suas pregações soem um pouco fora de tom, enquadrando a mulher como "bastião da casa", "rainha do lar" ou "defensora do lar". Ainda assim, para a época, uma mulher escrever tanto e alcançar tamanho sucesso com seus livros, era uma raridade.

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Livro A Arte Culinária na Bahia

A Arte Culinária na Bahia
Autor: Querino, Manuel, 1851-1923
Local de Publicação: Salvador : Livraria Progresso Editora
Ano de Publicação: 1957
Descrição Física: 86 p., 12 p. sem numeração


Resumo extraído do site: Manoel Raimundo Querino nasceu em Santo Amaro da purificação, na Bahia, em 1851, e morreu em Salvador, em 1923. Ainda pequeno ficou órfão e foi apadrinhado por um professor da Escola Normal que lhe deu uma educação formal bastante completa. Formou-se professor de Desenho Geométrico e acabou por se tornar um dos principais líderes abolicionistas brasileiros. Defensor da cultura africana como formadora de uma identidade baiana e brasileira, Manoel Querino publicou postumamente sua A arte culinária na Bahia. No livro destaca-se a contribuição indígena para a culinária brasileira. Entre os quitutes africanos, o arroz de aussá, o efó, o caruru e o xim-xim.


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Um pouco de poesia

Ontem passei o dia arrumando os livros na estante, meu objetivo era livrá-los do pó e organizá-los dentro de alguma lógica, o trabalho estava indo bem, rapidamente terminei com a sessão de “livros escolares”, passei para os livros relacionados à política, separei alguns para reler, rumei para os livros de poesia... Folheei alguns, e me deparei com meus poemas preferidos, há quanto tempo não fazia isso... Me lembrei de quando me encantei por eles, eu estava na 8a série, descobri primeiro Mário Quintana, senti algo que não sei explicar, um sentimento que enche a alma, acho que é um misto de esperança e alegria, um sentimento de que a vida é muito maior do que podemos entender e explicar! Não quero que esse sentimento se vá, estou decidida a trazer os poemas para mais perto de mim, na hora pensei, porque não levá-los para o blog? Em uma rápida busca na internet (momento em que a arrumação fica de lado), descobri que muitos nomes da literatura tratam da comida em lindos versos, Pablo Neruda, Carlos Drummond Andrade, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Cora Coralina e muitos outros.

A partir de hoje, compartilho aqui, alguns desses lindos poemas!! <3

Ode à Maçã - Pablo Neruda

Receita de Torta de Abóbora Americana

Eu amo tortas, acho que além delas serem deliciosas, são lindas e até poéticas.
Receita de Torta de Abóbora Americana
As tortas americanas por exemplo, me encantam desde a infância, conversando com a minha mãe, ela me lembrou de uma coleção de livros que narrava o cotidiano da família Ingalls , no decorrer dos capítulos percebemos uma deliciosa torta de abóbora presente na alimentação da família.
Laura Ingalls
Os livros são baseados na história real da família, é considerado um clássico americano, foram escritos de 1932 a 1943 por Laura Ingalls. Ao todo são 10 livros, ganhei o primeiro no meu aniversário de 7 anos, foi presente de uma amiga, e todas as noites, minha mãe lia um capítulo para mim antes de dormir, eu adorava!
Com todas essas lembranças e uma abóbora gigante em casa, resolvi tentar fazer uma torta de abóbora americana, o resultado foi incrível, realmente parecia que ela havia saído dos livros! Lá vai a receita e os livros que compõe a coleção: 

Livros:
Uma Casa na Floresta
Uma Casa na Campina
O Jovem Fazendeiro
A Beira do Riacho
Às Margens da Lagoa Prateada
O Longo Inverno
Uma Pequena Cidade na Campina
Anos Felizes
Os Quatro Primeiros Anos
O Longo Caminho de Casa

Receita de Torta de Abóbora Americana

Primeiro prepare um purê de abóbora:

Ingredientes:
1 abóbora da sua preferência (se sua abóbora for gigante como a minha, use apenas um pedaço dela).

Modo de Fazer:
Lave bem a abóbora, corte-a ao meio, retire as sementes e leve para assar com casca e tudo.
Receita de Torta de Abóbora Americana

Quando ela estiver bem macia, tire do forno e depois que esfriar retire a casca, passe tudo no processador ou liquidificador.
Como a abóbora tem bastante água, o ideal é tirar do processador em colocá-la em um pano de prato limpo para escorrer bem. Você vai perceber que irá soltar bastante água.
Receita de Torta de Abóbora Americana
Você pode usar esse purê tanto em receitas doces, como salgadas.

Agora começamos a fazer a torta, me inspirei na receita do blog Da minha Cozinha, já que foi a receita que me pareceu mais tradicional. 

Ingredientes para a massa:
2 xícaras de farinha de trigo
150 gr manteiga sem sal - gelada
4 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de canela
4 colheres de rum
1 pitada de sal

Ingredientes para o recheio:
6 ovos
2/3 xícara de açúcar refinado
2/3 xícara de açúcar mascavo
2 colher de sopa rum
4 xícaras de purê de abóbora 
1 colher de chá canela
6 vagens cardamomo verde
400 gr creme de leite 

Modo de fazer:
Massa:
Misture com as pontas dos dedos a farinha, a manteiga cortada em cubos de cerca de 1 cm, a canela, o açúcar e o sal. Quando estiver uma farofa, vá acrescentando aos poucos o rum. Amasse até a massa ficar homogênea. Embrulhe ela filme plástico e deixe descansar na geladeira por 30 minutos.
Passados os 30 minutos preaqueça o forno e com a massa cubra o fundo e as laterais de uma forma grande (+- 32 cm), ou duas pequenas (+- 21 cm). 
Com um garfo, faça furos no fundo da massa. Cubra a massa com papel-manteiga e encaixe uma forma um pouco menor por cima da massa para fazer peso. Leve ao forno médio, preaquecido para assar por 10 minutos.
Retire do forno e deixe esfriar enquanto prepara o recheio.
Receita de Torta de Abóbora Americana
Recheio:
Tire as sementes de cardamomo das vagens e macere-os em um pilão.
Misture todos os ingredientes secos (inclusive o cardamomo). Aos poucos incorpore os demais ingredientes, deixando o creme de leite por último. Misture até ficar homogêneo.
Receita de Torta de Abóbora Americana
Coloque o recheio sobre a massa. 
Receita de Torta de Abóbora Americana

Leve novamente ao forno. Asse por 15 minutos em forno alto, depois abaixe o fogo para 160o e deixe a torta assando por mais 35 minutos ou até o recheio ficar firme.
Para ter certeza que está no ponto, espete o centro da torta com um palito, se ele sair limpo, está pronto.
Receita de Torta de Abóbora Americana
Sirva acompanhada com chantilly!

Guia Alimentar para a População Brasileira

O Ministério da Saúde, lançou no fim do ano passado a 2a. versão do Guia Alimentar para a População Brasileira. O material é muito bacana, seu processo de construção foi democrático, contou com uma consulta pública no site do Ministério, além de reuniões e oficinas realizadas por todo o Brasil, com o objetivo de fomentar a discussão e acolher as diferentes percepções.
Eu achei o material revolucionário, já que o assunto é tratado fora do clichê "piramide alimentar" e "como aproveitar cascas de legumes para fazer uma refeição".
Quando pensamos em conteúdo produzido pelo Ministério da Saúde logo imaginamos que a alimentação será tratada apenas sob o ponto de vista nutricional,  porém o Ministério extrapolou esses limites e considerou de forma muita sábia que a alimentação está diretamente ligada aos nossos hábitos culturais, olha só um trechinho aqui:


"Finalmente, alimentos específicos, preparações culinárias que resultam da combinação e preparo desses alimentos e modos de comer particulares constituem parte importante da cultura de uma sociedade e, como tal, estão fortemente relacionados com a identidade e o sentimento de pertencimento social das pessoas, com a sensação de autonomia, com o prazer propiciado pela alimentação e, consequentemente, com o seu estado de bem-estar. 
Por olhar de forma abrangente a alimentação e sua relação com a saúde e o bem-estar, as recomendações deste guia levam em conta nutrientes, alimentos, combinações de alimentos, preparações culinárias e as dimensões culturais e sociais das práticas alimentares". (pg 16)

Primeiro o Guia nos orienta sobre a escolha dos alimentos, classificando-os em três categorias: alimentos in natura ou minimamente processados; alimentos processados e alimentos ultraprocessados.
No guia passamos a entender como o capitalismo atua na destruição de culturas alimentares genuínas, que tornam-se desinteressantes frente ao apelo de campanhas publicitárias milionárias que promovem o consumo e nos fazem crer que ao passar no caixa do supermercado determinado produto passamos a pertencer à um grupo diferenciado de pessoas.
De forma didática o guia ainda apresenta combinações de cardápios saudáveis, saborosos e sustentáveis, além de orientações de como viabilizar essas combinações através da escolha certa, das formas de conservação e manipulação.
A comensalidade é tratada no capítulo 4, que nada mais é que o tempo e a atenção que dedicamos ao ato de comer, o ambiente e com quem partilhamos nossas refeições.
Para finalizar o guia nos apresenta 10 passos simples para uma alimentação adequada e saudável.

Se quiser conferir o conteúdo completo pode baixar aqui!

E pode também assistir esse guia animado que foi produzido para o Especial Cidadania do Jornal do Senado Notícias.






Livros de Receitas: Açúcar

Estar acompanhada por um bom livro é fundamental no meu dia-a-dia. Leio de tudo um pouco, sem preconceito, mas quando gosto do livro, ele nunca para na prateleira da estante, vira e mexe, me dá uma vontade de reler aquele trecho que eu tanto gosto, ou ler o livro todinho novamente, parece que quanto mais eu leio, mais o livro vai ficando melhor.
Açúcar: Uma Sociologia do Doce, de Gilberto Freyre, é um desses livros, eu nunca deixo ele quietinho. Foi um presente do meu marido, há uns 12 anos atrás, depois de uma peregrinação por livrarias. 
Ele teve sua primeira edição datada de 1939, como no próprio subtítulo diz, é uma sociologia do doce. Para o autor "sem o açúcar, não se compreende o homem do nordeste", e no livro é assim, dentro do contexto do Brasil colonial, em uma síntese de diferentes culturas, que em terras brasileiras ficou mais doce. Fazemos uma viagem ao passado, onde podemos entender um pouco mais sobre nós mesmos enquanto preparamos alguma das deliciosas receitas que integram o livro.
Desde a introdução, fica claro que é um livro sobre como açúcar adoçou ao longo da história, a forma com que vivemos, nossos gestos, nossas maneiras, nossa estética e até a nossa língua portuguesa.
O livro é todo recheado de receitas guardadas por tradicionais famílias e conventos nordestinos, que sem dúvida, habitam nossa memória afetiva, algumas delas são nossas velhas conhecidas, muito executadas até hoje, como os beijinhos, tão populares nas festas infantis, a goiabada, a bananada, o bolo de rolo, etc. Outras podem causar estranheza, como o bolo de batata ou a geléia de tomate, mas todas elas tem algo em comum, são deliciosas e levam ingredientes fáceis de encontrar!
Para quem tiver interesse, desejo boa leitura e bom apetite!



Doces Lembranças

Os Pequenos Cozinheiros

Sempre gostei de cozinhar, desde criança, ou pelo menos de estar na movimentação da cozinha. A primeira lembrança que tenho relacionada à comida é de quando eu tinha uns 4 ou 5 anos, minha mãe fez bombons de ameixa para o natal… até hoje, são meus preferidos!
Acho que cozinhar vai além do alimentar‐se, me encanto com a possibilidade de misturar ingredientes e ve‐lôs transformando‐se… tipo aqueles kit`s de química de brinquedo, só que de verdade.
Mais tarde, com uns 7 ou 8 anos, ganhei uma máquina de escrever, adorava datilografar o caderno de receitas da minha mãe, era uma delícia ler aquelas receitas e imaginá-las prontas.
Foi mais ou menos nessa época que ganhei meu primeiro livro de receitas, “Os pequenos cozinheiros: Livro de cozinha de todo o mundo para rapazes e raparigas”, da editora Unicef, nele encontramos receitas de vários países, como um delicioso biscoito da Hungría em formato de letras, com um glace que ia limão por cima, ou ainda um peixe, que se não me engano, era de algum lugar bem frio, tipo o Polo Norte…
As lembranças de aventuras culinárias na infância não param por aqui, o verão de 1989 foi marcado pela execução do meu primeiro bolo, inventado por mim, sem nenhuma receita! Com toda a convição do mundo convenci minhas primas que eu sabia fazer bolos, então fomos para a cozinha, quebramos alguns ovos, juntamos farinha, leite e açúcar, amassamos com às mãos aquela massa, de uma textura que até hoje nunca vi igual... e... forno! O resultado foi uma massa dura, que hoje me lembra um cookie gigante! Enfeitamos com uvas verdes… só não consigo lembrar de ninguém que tenha conseguido encarar a degustação do feito… 
Os anos foram passando... quando eu tinha uns 17 anos a Torta Holandesa virou febre, uma tortinha individual custava cerca de 4 reais na cantina da escola (isso em 1998). Um dia minha mãe achou em um desses jornalzinhos de bairro uma receita da tal torta e sugeriu que eu fizesse. Foi um sucesso, a torta holandesa foi sobremesa oficial de diversas ocasiões na minha vida. 
Quando terminei o 3o. colegial, nos reunimos para uma despedida no apartamento do meu amigo Carioca, já que em breve cada um estaria em uma faculdade diferente, em cidades diferentes... Fomos ao supermercado, compramos bebida, e os ingredientes para uma torta holandesa. Essa foi a maior torta holandesa de todos os tempos, acho que fiz umas 4 receitas... até hoje não me esqueço daquele gostinho... da torta… e da vida…
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