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Receita de Bagel de Nova York




Para mim Nova York é surpreendente e inesgotável, porém confesso que no quesito “comida pagável” decepciona.

Para os reles mortais como eu, comer em Nova York é absurdamente caro, qualquer coisa custa caro! Na barraquinha de rua, no fast food, ou o restaurante de quilo, em qualquer lugar da cidade, é inevitável gastar muito mais que no Brasil para comer uma comida bem mais ou menos, (mesmo abstraindo a conversão do nosso real desvalorizado por essa política econômica bizarra desse governo incompetente).

Não me lembro de ter me impressionado com nenhuma refeição, porém saí encantada com os pães! Sim! Os pães eram incríveis, de várias formas e texturas e exibindo preços razoáveis.

O pão que mais me chamou atenção foi o bagel, uma espécie de pão em formato de rosquinhas, com uma casquinha firme e o miolo macio.

Em uma manhã, com a barriga vazia e o senso de direção completamente bagunçado pelo sono, fui fisgada por um pequeno café. Ainda na rua fui hipnotizada pelos pães.

Lá comi o melhor pão com ovo da minha vida! Mais especificamente um Bagel! Nunca nem tinha ouvido falar desse tipo de pãozinho, (ou talvez tenha visto em filmes e séries, mas nunca tenha dado a devida atenção).

Depois disso, comi o tal bagel mais algumas vezes, mas a que sem dúvida foi memorável foi em uma pequena casa de bagels chamada Baz Bagel, que fica entre a encantadora Chinatown e Little Italy.
Fachada da Baz Bagel

Vitrine da Fachada da Baz Bagel com diversos tipos de babel


Lá que eu experimentei o tradicionalíssimo bagel com salmão defumado. Na minha frente o rapaz que atendia ao balcão fatiou finamente um enorme salmão exposto na vitrine, que junto com cream cheese recheou meu bagel coberto de semente de papoula.

...


Hoje a tarde me bateu uma enorme fissura por pão, qualquer tipo de pão, mas quando pensei no trabalho que dá, em tempos de quarentena, sair de casa para comprar um simples pão, resolvi que faria meu próprio pão. Aí pensei: E por que não arriscar fazer um bagel? Aí começou a aventura!
Para minha alegria deram super certo! E ficaram idênticos aos bagel das minhas memórias!

Receita de Bagel de Nova York:



Ingredientes:


2 colheres de chá de fermento biológico seco
2 colheres de açúcar
1 ¼ xícara de água morna
3 ½ xícaras de farinha de trigo
½ colher de chá de sal
1 colher de sobremesa rasa de bicarbonato de sódio
2 colheres de sopa de melado
Sementes de papoula, sementes de gergelim, cebola desidratada, alho desidratado, ou o que você quiser (para passar em cima dos bagels)

Modo de fazer:


Misture o fermento, o açúcar e ¼ de xícara de água morna. Tampe com um plástico filme e deixe descansar por 10 minutos.
Coloque toda a farinha e o sal em cima de uma mesa ou bancada, faça um buraco no meio e despeje a mistura que estava descansando. Aos poucos vá incorporando 1 xícara de água morna e misturando tudo até virar uma massa homogênea. 



 Sove essa massa por cerca de 10 minutos.



Cubra a massa com um pano limpo e úmido e deixe crescer por 1 hora.
Passado esse tempo, de pequenos soquinhos na massa e deixe descansar por mais 10 minutos.
Separe a massa em 8 partes iguais e faça bolinhas.




Fure o meio de cada uma delas com o dedo e com cuidado vá abrindo mais esse furo para moldar como uma rosquinha.
Coloque todos eles em uma forma forrada com um pouco de farinha de milho e deixe crescer por mais 20 minutos.


Enquanto isso, encha uma panela grande com água e coloque para ferver, acrescente o bicarbonato de sódio e o melado.
Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Passados os 20 minutos e com a água já fervendo cozinhe os bagels por cerca de 3 minutos, virando-os na metade do tempo para cozinhar dos dois lados.

Logo que você coloca na água eles já crescem

E em seguida a água já começa a espumar

Tire os bagels da panela com uma escumadeira e os coloque dentro de uma bacia com água em temperatura ambiente.



Passe um dos lados dos bagels na sementes de papoula ou na sementes de gergelim ou na cebola desidratada ou alho desidratado, ou o que você quiser, e coloque em uma forma sem untar, com o lado que você colocou as sementes virado para baixo e leve para assar por 15 minutos.
Depois de 15 minutos vire os bagels e deixe assar por mais 20 minutos ou até eles ficarem dourados.

Prontinho! 



Agora você come puro ou recheia com o que tiver vontade.
Por aqui recheamos com ovos mexidos com queijo e catupiry.


Bom apetite!

...

Serviço:

Bagel com ovo: Fica ao lado da Marshall da 6ª Avenida. Me pareceu que era uma espécie de loja de conveniência de uma loja de cama, mesa e banho chamada Bed Bath & Beyond.

Bagel com salmão defumado: Baz Bagel - Fica na 181 Grand Street, New York, NY 10013 https://www.bazbagel.com

Minha experiência no Dinneer

Contei nesse post aqui, sobre o Dinneer, uma nova plataforma de jantares compartilhados, pois bem, no sábado fomos, meu marido e eu, jantar na casa de uma anfitriã do Dinneer, que oferecia um jantar que levava o nome de "Comida Francesa de Cinema".
Trabalhei o dia todo e quando cheguei em casa estava super cansada, acabei me enrolando, chegamos um pouquinho atrasados, tocamos o interfone e chamou, chamou e não atendeu... A ansiedade aumentou, será que era uma pegadinha? rsrsrs Não era... só batemos no prédio errado... o prédio certo era o vizinho ao que estávamos. Já no endereço certo fomos recebidos pela Carol e pelo Wiliam, e logo  já estávamos papeando. A Carol também é da área de comunicação, e desde criança adora estar entre as panelas, a conversa desenrolou na maior naturalidade, como se fossemos velhos conhecidos.
Trocamos figurinhas sobre comida, falamos dos nossos livros preferidos, dos lugares que frequentamos, dos planos, enfim da vida...
É bem difícil descrever o talento da Carol na gastronomia, entre um assunto e outro, sentíamos o perfume da comida tomar conta da casa, primeiro provamos de uma deliciosa entrada, Ratatouille do Remy, com cores maravilhosas, acompanhado de um pão com sementes de abóbora!
A mesa posta com o maior capricho
Detalhe do Ratatouille do Remy
O prato principal foi Boeuf Bourguignon da Julie, que veio acompanhado de purê de raízes e vagens salteadas na manteiga de sálvia. Nessa etapa, lançamos mão de qualquer protocolo e repetimos!!!
A gente presume que purê é sempre meio insosso, aquela coisa de ser o figurante, mas nesse caso ele ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante. É maravilhoso!
Por fim, a sobremesa, o delicioso Crème Brûlée da Amelie Poulain, fechou a noite com chave de ouro! 
Essa versão do Crème Brûlée foi incrementada com raspinhas de laranja!
Conclusões? Sem dúvida o Dinneer nos proporcionou além de uma noite agradável, um jantar delicioso e o início de novas amizades! Definitivamente, não podemos negar que a comida aproxima as pessoas!

Dinneer: Uma nova plataforma de jantares compartilhados

Semana passada me deparei com o Dinneer (www.dinneer.com), uma plataforma de compartilhamento de jantares. O site é uma delícia de navegar, em poucos segundos encontrei anfitriões espalhados por todo o Brasil, oferecendo os mais diferentes tipos de cardápio e preço. Dinneer: Jantares Compartilhados

Dinneer: Jantares Compartilhados
Cardápio do jantar
Fiquei super animada com a ideia, ainda porque sou daquelas pessoas que adoram uma boa conversa, já fiz amizades em ônibus, rodoviárias, todos os tipos de fila, supermercado e por aí vai, amizades inclusive que já duram anos... Aí me aparece um site que propõe que eu conheça pessoas e deguste de boa comida, é claro que eu precisei fazer uma reserva, já no meu primeiro acesso!!
Escolhi um jantar que levava o nome de "Comida Francesa de Cinema"! Após a reserva o site intermedia via whatsaap uma coversa entre o vistitante (eu) e o anfitrião, para que seja combinado, dia e horário do jantar. Combinamos para hoje, às 20 horas (estou hiper ansiosa!!!). Amanhã volto aqui para contar tudo!
Até agora, o serviço do Dinneer, foi impecável, impressionante mesmo, e achei tão bacana, que quis conversar com o Flávio Estevam, criador da plataforma, para curiosa como sou, saber como surgiu a ideia e como as coisas estão rolando! Ele atendeu meu pedido prontamente, e  até dúvidas como segurança (uma preocupação de muita gente que conversei essa semana), foram esclarecidas por ele. 
Confira a entrevista completa:

Entre Mil Cozinhas - O que é o Dinneer e como ele funciona?
Flávio Estevam - O site www.dinneer.com é uma plataforma que conecta pessoas que amam novas experiências gastronômicas com anfitriões que oferecem jantares exclusivos em suas próprias casas em todo o Brasil!
O anfitrião se cadastra gratuitamente, monta o menu completo do jantar, define o valor por pessoa e a quantidade de pessoas minima e máxima que deseja receber no jantar.
O visitante escolhe o anfitrião, reserva o jantar e número de pessoas que ira acompanha-lo, realiza o pagamento e marca o dia da visita diretamente com o anfitrião.
Já o Dinneer realiza a intermediação de pagamento, treina a comunidade de anfitriões constantemente e monitora todas as visitas, colhendo comentários posteriores tanto do anfitrião quanto do visitante que ficam públicos no site.
O Dinneer retém uma taxa de serviço de 10% do visitante na hora da reserva e 10% do anfitrião após o jantar.

EMC - Quando e como surgiu a ideia?
FE - Sabemos que os brasileiros são hospitaleiros por natureza e que amam cozinhar e exibir seus pratos nas redes sociais, como Instagram e Facebook. 
O detalhe que observei foi a quantidade de seguidores que gostariam de degustar esses pratos e ainda mais: ter a experiência de conhecer os cozinheiros em um jantar preparado por eles na casa deles.
Então surgiu a ideia do site www.dinneer.com que é uma plataforma que traz o acesso a essas experiências gastronômicas, pois as pessoas não encontram em outro lugar o que o Dinneer oferece em seu catálogo de jantares.

EMC - Qual foi o caminho percorrido para viabilizar o projeto?
FE - Eu sempre fui empreendedor e já criei 62 startups nos últimos 8 anos. 
Com isso, o processo de criação e crescimento do Dinneer está sendo executado de uma forma acelerada mas com muitos desafios culturais.

EMC - Como tem sido a recepção das pessoas ao conhecer o Dinneer?
FE - Identifiquei logo nos primeiros cadastros de anfitriões, que eles adoraram ter a disposição uma plataforma para ajuda-los colocar seus dotes culinários em pratica e ainda ter uma renda extra, já que o Dinneer trás a tona o conceito da economia compartilhada que está em alta no mundo inteiro e vem participar ativamente da industria da hospitalidade como o Airbnb faz pelo mundo.
Já o que mais encanta os visitantes é a possibilidade de sair para jantar na casa de anfitriões que oferecem experiências gastronômicas únicas e exclusivas.
Além de degustar os pratos, o visitante tem a incrível experiência de jantar com os próprios anfitriões que tem profissões e experiências de vida incríveis.


EMC - Qual é o estado do país com maior número de anfitriões?
FE - Os Estados que tem o maior número de anfitriões são Rio de Janeiro e São Paulo.
Já estamos presentes em 26 cidades do Brasil e até o final do ano teremos anfitriões em todos os Estados Brasileiros.


EMC - Qual é o perfil do anfitrião?
FE - Os anfitriões são pessoas comuns apaixonadas pela gastronomia, e todos tem uma característica em comum, são ótimos anfitriões e amam receber visitantes em casa.
Entre os apaixonados pela cozinha estão os famosos chefs de cozinha, brasileiros e estrangeiros.
O grande diferencial do Dinneer e apresentar anfitriões “Wannabe chefs” que tem o dom de cozinhar mas não são chefs de cozinha.
Anfitriões de diversas profissões como um piloto de avião, filósofo, atleta, blogueira, curadora de arte, psicologa ou empreendedor de startups.
Entre os anfitriões existem também os vegetarianos, veganos e até bacon-maniaco.


EMC - Você pode me falar um pouco a questão da segurança? 
FE - A mais poderosa ferramenta de segurança que oferecemos, são os comentários dos dois lados, tanto o anfitrião quanto o visitante avaliam pontos importantes como o comportamento, limpeza do ambiente e cordialidade do outro após o jantar.
Com isso nós conseguimos escalar a segurança de uma forma muito eficaz pois o próximo visitante ou anfitrião pode consultar as recomendações que ficam publicas no site antes de escolher o próximo anfitrião ou aceitar o visitante.
Já para os anfitriões e visitantes que ainda não tem recomendações, nós os asseguramos utilizamos as melhores ferramentas online para verificar a veracidade do cadastro, fotos, endereços antes de aceitar a cadastro ou reserva. 

EMC - Tem alguma história interessante que você queira me contar? Algo que aconteceu em uma reserva, ou comentários interessantes que chegaram ao site?
FE - Já temos duas histórias interessantes que após o jantar uma das visitantes se encantou com o anfitrião e surgiu o inicio de um namoro.
Outro caso interessante foi que durante a visita surgiu uma parceria de negócios na mesa de jantar.

Casa da Farinha

Adoro Ubatuba, acho incrível que apesar de ter ido muitas vezes para lá, sempre me surpreendo com alguma coisa nova.
Em janeiro passamos uns dias por lá, com uma programação muito solta pegamos a Rio Santos, e seguimos para o norte da cidade.
Na estrada, na altura da praia da Fazenda avistamos uma plaquinha: Casa da Farinha. Já tinha ouvido falar do lugar, então resolvemos seguir a indicação da placa.
Após alguns minutos em uma pequena estrada de terra, chegamos a tal Casa da Farinha, nesse momento eu ainda não tinha ideia do que nos esperava!




O lugar é incrível! Quem nos apresentou tudo, foi o Sr. José Pedro, que mora lá desde criança.O processo de produção da farinha de mandioca, é feito por meio de uma roda d’água que gira no centro de uma vala, por onde o rio passa. Essa roda foi construída no final do século 19, e era parte de um engenho de cana de açúcar e álcool, que funcionava no local.
A Casa da Farinha fica na Fazenda Picinguaba, reconhecida como remanescente de quilombo em 2005, pela Fundação Palmares.
Falando em rio, o Sr. José Pedro nos indicou um caminho para chegarmos ao rio, segundo ele, onde tem uma biquinha para banhar (essa trilha, liga o local até a cidade de Paraty-RJ).
O rio é maravilhoso, fica bem pertinho de onde estávamos, e eu não vou conseguir de nenhuma maneira, descrever o que eu senti no local. É simplesmente mágico, estar junto à natureza, á água, a mata... A força daquilo tudo junto, me fez sentir que faço parte de algo muito, muito maior do que qualquer coisa que eu já possa ter imaginado...

 Além da produção da farinha, a comunidade local, desenvolve uma série de ações, que buscam o resgate da nossa história e da nossa ancestralidade, como a realização da festa do azul marinho, produção de artesanato e o projeto de manejo sustentável da Palmeira Juçara, além das atividades realizadas por meio do programa  de Pontos de Cultura. (tudo isso é assunto para outros posts).

Lá é possível comprar a deliciosa farinha produzida (que eu trouxe um pouco), além de doces e frutas, como jaca e banana.

E enquanto escrevia esse post, fiquei morrendo de saudade do lugar, espero voltar em breve...
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